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Parabéns

Publicado: 26/10/2014 por Cigano Morrison Mendez em Política, Principal
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Parabens

 

A julgar pelos resultados, aguardem a escalada do ódio regional e intolerância nos próximos dias.

Meus cumprimentos, bípedes.

Vamos falar hoje sobre as pessoas que os militantes da inefável esquerda brasileira amam (ou odeiam): os empresários.

Sim, pensa você, garoto ou garota esquerdalha: lá vem ele de novo falar dessas pessoas desprezíveis. Isto mesmo. Começa errado já o pensamento de achar que todo empresário é desprezível pela sua simples natureza de empresário. Há uma cultura no País de Merda que o empresário apenas explora o funcionário, não lhe paga um salário decente porque não quer e apenas pensa no lucro, em ganhar mais e mais. Vamos colocar primeiro as coisas no seu devido lugar.

A ambição não é ruim. Ela faz parte do ser humano.

Ou seja, querer ganhar mais e mais não deveria ser visto como uma coisa ruim. Todo ser humano gostaria de ganhar mais e mais, exceto aqueles que se dizem desapegados e que vivem com pouco (o que não é bem verdade, porque para se viver uma vida simples, é preciso ter muito dinheiro, e não o contrário). Isto faz parte de querer melhorar de vida.

Seu patrão não vai aumentar seu salário porque você é super legal. Você precisa dar um bom motivo pra isso.

Quando penso nessa frase de cima, lembro dos meus momentos juvenis em que eu achava que o patrão devia sempre remunerar o funcionário na medida do resultado que aquele funcionário traz. A verdade é que se o cara conseguiu te contratar por este salário e consegue te segurar na vaga, pra ele está ótimo. Ele não precisa ter dar aumento, a menos que você reclame e ameace sair. E bom, é assim que as coisas funcionam. Se seu salário ou seu trabalho não estão bons, é você que deve tomar a iniciativa de procurar algo melhor, se esforçar e fazer o seu contratante ter um bom motivo pra te pagar melhor. De assistencialismo já basta nosso governo. Com você não precisa ser igual.

Um empresário trabalha muito mais do que um empregado, então é óbvio que ele merece ganhar mais.

Se isto não é verdadeiro, você pode ter certeza de que a empresa vai de mal a pior. Empreender exige esforço, talento, trabalhar fora de hora e se sujeitar a certas condições meio insalubres, como trabalhar de madrugada, em final de semana e em feriado. Fazer uma empresa prosperar é muito mais complexo que cumprir uma determinada função numa empresa e esperar o salarinho no fim do mês. O empresário precisa ter conhecimento do mercado, dos impostos, das leis, dos fornecedores, dos clientes, do seu produto e dos concorrentes, a nível micro e macro, senão ele quebra e quebra todo mundo que trabalha pra ele.

Se eles andam de carro importado, viajam muito e ostentam uma boa condição, ou estão fazendo por merecer ou estão enfiando a empresa no rabo. Essa última acontece quando um herdeiro da administração anterior assume e acaba falindo a empresa. Já vi muito disso.

Sua visão do que é um empresário possivelmente está errada.

Se pra você a palavra “empresário” remete apenas a Eike Batista, Silvio Santos, Abílio Diniz e outros figurões milionários que existem por aí, significa que você ou é mal informado, ou é tongo.

Isto pra mim é um empresário:

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Aliás, este é o Valdir Novak, da minha cidade natal, Curitiba. É um cara que dá palestras sobre empreendedorismo. Produto? Pipoca. Apenas e tão somente (com alguns aditivos, claro).

Ou então:

 

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E melhor ainda:

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E mais:

 

 

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Se nenhuma dessas imagens te remeteu à profissão de empresário, você possivelmente tem a visão retardada do brasileiro médio que empresário é só quem tem muito dinheiro e empresas enormes.

Você não precisa de muito dinheiro para ter seu negócio.

Segundo o Empresômetro (por sinal, um site muito legal que funciona como uma espécie de radar do empresariado brasileiro), metade de todas as empresas são individuais. Ou seja, metade de tudo que é empresa do país são pipoqueiros, vendedores de água e refri, cabeleireiros, animadores de festas, entre outros.

O que me consola é que finalmente o brasileiro está deixando de ter esse sonho imbecil de entrar numa empresa e morrer nela recebendo salário em carteira com os benefícios-esmola que a empresa dá, salvo algumas exceções. No ano passado, 1,26 milhão de pessoas viraram novos empresários, sendo 67% na modalidade MEI (Micro Empreendedor Individual), numa das poucas políticas realmente inteligentes do governo atual. Nesta modalidade, o empresário paga apenas R$36,20 (na data deste post) por mês para ter algumas garantias básicas, como seguro social e previdência pública. Isto é um valor decente de imposto. Como nem tudo é perfeito, se o empresário passa a faturar mais do que 60 mil reais por ano, ele sobe de categoria e vira um Empresário Individual.

Empresários Individuais pagam 6% de imposto em cima de cada nota fiscal emitida. 6% de 60 mil são R$3.600,00, o que é bem mais do que o máximo de R$434,40 que um MEI contribui anualmente (dá mais de 8 vezes mais). Isto só mostra como as leis e a tributação são idiotas e sem sentido. E sabe o que o empresário ganha contribuindo com isso?

Nada.

Isto mesmo: você, empresário individual, paga 6% de tudo o que fatura com a empresa por mês pelo simples fato de estar faturando, e não recebe nada por isso. O governo fala que isso faz parte do Imposto de Renda e “contribuições sociais”, previstas em lei. O INSS é pago à parte, ou seja, 11% do salário mínimo (da data deste post, R$724,00), o que dá R$79,64. Estes R$79,64 é a contribuição para o seguro social e aposentadoria. Mas, e o resto do dinheiro?

O resto do dinheiro vai para o governo, pra manter esta maravilha que nós temos hoje.

O teto de faturamento do empresário individual vai até R$360 mil ao ano. E depois?

Depois, meu amigo, você vira empresa limitada.

Se você achou ruim pagar 6% de tudo o que fatura na empresa individual, vou te dizer o que se paga numa empresa limitada.

Cada nota fiscal emitida obriga o empresário a arrecadar sobre ela:

Se sua empresa é do ramo de serviços, você ainda recolhe:

  • De 2 a 5% de Imposto Sobre Serviços, que é um imposto municipal.

Se sua empresa é do ramo de venda de produtos, você ainda recolhe:

  • IPI, Imposto Sobre Produtos Industrializados (ou seja, você é desestimulado a tentar fabricar qualquer merda que seja aqui);
  • ICMS, Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ou seja, você é desestimulado a vender pra outros estados do País de Merda);

 

Acho que agora muito se explica a respeito do porquê tomamos um banho dos gringos na hora de produzir produtos de qualidade. Exceto em produzir soja, vacas, café, açúcar e bananas. Ah, e nada supera o Brasil na produção de jabuticabas. Entendam como quiserem.

Quer saber como funciona o cálculo? Dá pra baixar a Tabela do IPI. Divirta-se. A do ICMS fica aqui.

Média de impostos sobre cada nota fiscal? De 13 a 20%. E sabe o que o governo faz por você?

Nada. A não ser que você seja um favelado que ganha Bolsa Família e usa o SUS, o que não é pouca gente, mas repare que isto é o complexo de Robin Hood do governo brasileiro em ação.

Por fim, alguns detalhes interessantes sobre o perfil do empresariado brasileiro:

Em época de eleições, o governo resolveu se mexer e votar o Super Simples, que beneficia quase 500 mil empresas. Mas agora eu considero que seja meio tarde, certo? Com um governo que tem o maior prazer em afogar a atividade empresarial do país, agir assim é até estranho.

Ah, sim. Depois deste texto, volte naquele texto que eu falo sobre a CLT e veja que legal é contratar no País de Merda. Talvez você passe a ter um olhar mais realista sobre o cara que te contratou.

Quer ganhar dinheiro no país? Mexa esse rabo da cadeira e vá fazer algo decente que dá algum dinheiro, e pare de reclamar do seu patrão.

Ou vá pra rua estorvar a vida dos outros com greves e o caralho a quatro, pra conseguir umas migalhas acima da inflação e mostrar como sua vidinha de 36 a 44 horas semanais é difícil. Se você cuida de serviços públicos, melhor ainda: o seu sindicato te ama!

Ou vá à merda mesmo.

O Decreto 8.243

Publicado: 01/06/2014 por Cigano Morrison Mendez em Leis, Política, Principal
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Eu ia escrever um texto sobre o Decreto 8.243 sancionado nessa última semana, mas alguém fez isso bem melhor do que eu, então vou colocar o link. Acho importantíssima a leitura:

http://rafaelcosta.jusbrasil.com.br/artigos/121548022/afinal-o-que-e-esse-tal-decreto-8243

Quero ver quem vem aqui falar que a administração federal é boa pra caralho.

Olá, bípedes! Eu sou o Cigano e este é o meu primeiro post neste blog sensacional.

Esta semana, a Folha de São Paulo sabatinou o ilustre e diplomático Chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. Antes de mais nada, é importante esclarecer que a Casa Civil está apenas um degrau abaixo da Presidência da República. Portanto, é o terceiro cargo mais importante do Poder Executivo. Não vou entrar em detalhes sobre os três poderes agora (talvez no futuro), mas a ideia é mostrar a importância de quem está sendo entrevistado.

Vou reproduzir trechos da entrevista e comentá-los, a fim de mostrar a todos a ponderação e o bom senso do Sr. Mercadante.

“O governo federal segura preços de combustíveis e energia para evitar impactos nos índices gerais de inflação. A admissão, rara em ano eleitoral, foi feita pelo ministro Aloizio Mercadante em sua primeira entrevista exclusiva após assumir a Casa Civil em fevereiro.

Embora renegue o termo “controle de preços”, ele afirma que a política federal defende o cidadão. “Preços administrados são preços administrados. Você administra em função do interesse estratégico da economia, dos consumidores, não há necessidade de ser repassado imediatamente”, disse.

Apostando no suposto temor da “volta ao passado”, ele atacou a oposição: “O que está sendo proposto neste país, a pretexto de reduzir a inflação, é voltar com desemprego, com arrocho salarial” e “recessão”. E ironizou chamando essas ideias de “museu de novidades”.

Sobre a crise de abastecimento de água em São Paulo, governado pelo PSDB, disse: “Evidente que faltou investimento prudencial”.”

Vamos começar ali pelo tal “controle de preços”. Foi o que o Sarney fez nos anos 1980 pra segurar a inflação: congelava os preços para evitar que a pressão por demanda fizessem eles disparar. Se eu vendo picolés e por algum motivo aumentam os preços dos pauzinhos, naturalmente eu vou querer subir o preço do picolé pra não ganhar menos. Aí vem o governo e diz que não posso aumentar o preço. De duas, uma: ou aceito de boca fechada ou fecho meu negócio de picolés. Naturalmente muita gente fechou, fossem eles fabricantes ou vendedores de picolés, e o resultado todos nós sabemos: desabastecimento. Ninguém mais vende picolés porque não se produz mais picolés suficientes. A Venezuela é um excelente laboratório pra ver isso.

Acho que é uma tremenda cara de pau o governo dizer que defende o cidadão, porque nunca me senti “defendido”. Pelo contrário: me sinto atacado, ainda mais porque resolvi ser empresário num país forrado de otários. O governo me odeia porque sou afetado pelo pecado de querer ganhar dinheiro no Brasil. O ataque começa nos impostos e termina no quanto os impostos ajudam na minha vida: ou seja, em nada. É uma extorsão legalizada (pague seus impostos, ou vamos te foder tanto que você irá apodrecer na prisão mais tempo que um homicida). Depois sou atacado pelos próprios otários que acham que ser funcionário público é sinônimo da vida fácil, dos benefícios e da aposentadoria gorda, sendo que são estes caras os que mais fodem o país, a seguridade social e a vida de quem quer trabalhar de fato.

O engraçado é o terceiro homem do executivo do país achar que inflação e desemprego estão intrinsecamente ligados. Vamos voltar à minha fábrica de picolés. A inflação anual está quase no teto (6%, pra arredondar). Significa que os meus custos sobem mais ou menos 6% todo ano. Se eu consigo aumentar meu faturamento em 6% durante um ano, isso fica a fundo perdido. Se eu quero contratar alguém que possa me ajudar a fazer mais picolés, além de ganhar 6% a mais, eu preciso ganhar o suficiente pra contratar ele, que me custa o dobro do salário (um dia falo mais sobre isso). Ou seja, se a inflação cai, eu posso contratar mais, e não o contrário, como o Sr. Mercadante pensa.

Enfim, durante a entrevista vou voltar neste ponto.


Qual seu diagnóstico sobre o momento atual?
A oposição e uma parte importante da imprensa desenharam um cenário que entraríamos em 2014 com a tempestade perfeita, haveria grave desarranjo do dólar…

Não foi a imprensa, mas um conselheiro da presidente Dilma, Delfim Netto.
Mas a expectativa que se projetava era essa. Haveria um grave desarranjo no câmbio, forte desvalorização, retração forte dos investimentos, teríamos recessão e desemprego e um forte descontrole inflacionário. Mais uma vez, a história econômica do país desmontou essas previsões pessimistas, nada disso aconteceu.

Não? O dólar chegou a R$2,40, o nível de investimento é um dos piores do mundo, o crescimento é perto de 1% do PIB (quase um cenário recessivo) e o tomate sobe loucamente de tempos em tempos. Mas são apenas previsões pessimistas.

Mas a inflação está muito perto do teto da meta?
Temos um quadro de forte impacto dos preços das commodities e um mercado de trabalho extremamente aquecido. Isso tudo pressiona o sistema de preços, mas o controle da inflação sempre foi uma dimensão inegociável deste governo e continuará sendo. A terceira tese era que teríamos um apagão, propalado fortemente pela imprensa e oposição, dizendo que estávamos num cenário igual ao de 2001, quando tivemos de fato um apagão no Brasil. Isso não vai acontecer, porque o governo foi prudente, fez um novo modelo de gestão do setor elétrico, alavancou os investimentos e, apesar da mudança climática, não há risco de falta de energia. Coisa que não aconteceu, por exemplo, em relação à água no meu Estado de São Paulo.

Por quê?
Porque não tivemos os investimentos prudenciais indispensáveis, porque o sistema Cantareira vinha caindo fortemente nos últimos quatro anos e hoje estamos numa situação que o nível do reservatório está em 5,9%, caiu 1,2% na última semana.

Faltou planejamento em São Paulo?
E de investimentos prudenciais que não foram feitos. Você já tinha novos reservatórios que estavam planejados há muito tempo e não foram feitos.

É verdade. Tem outro investimento prudencial planejado há muito tempo que não foi feito, chamado Transamazônica. Falta desde comida até gasolina no Acre porque as coisas não chegam lá.

Já há racionamento em São Paulo?
Já há redução da oferta de água. [Usem] o adjetivo que vocês quiserem usar, não estou aqui para criar uma disputa desnecessária entre as esferas de governo.

Por que o governo não faz uma campanha de racionalização de uso da energia elétrica?
Há muitas campanhas, mas o que a presidente Dilma fez foi renovar as concessões que estavam vencendo só para quem reduzisse de forma substancial as tarifas, o que amorteceu o impacto tarifário. Foi esta redução, das concessões de usinas que já estavam com seus investimentos amortizados, que permitiu que a inflação estivesse caindo. Esta atitude da presidente Dilma, de compartilhar com a sociedade este ganho, que foi vista como uma intervenção indevida.

Sabe por que? Porque deixou a conta e o nariz de palhaço pra mim e pra você. “Amortização” para o Sr. Mercadante é a mesma coisa que dívida, e “ganho” é a mesma coisa que prejuízo: Crise de energia produz rombo de R$ 12 bilhões para o contribuinte pagar

Mas agora o governo está sendo obrigado a empurrar aumentos de tarifas para 2015 para evitar alta da inflação.
O modelo é este, quando você teve de rodar as térmicas, garante a oferta de energia. E você consegue administrar o impacto porque dilui isto ao longo do processo.

Mas o governo tomou uma série de medidas para empurrar o aumento para depois de 2014.
Não há discussão de que foi necessário colocar as térmicas para funcionar. E elas são mais caras. O que o governo faz é garantir que o impacto deste custo seja diluído ao longo do tempo para não prejudicar o consumidor e a economia. É um sistema precavido, prudencial, em relação à dependência de chuvas. Se outros entes federados tivessem a mesma prudência, o mesmo planejamento, a mesma determinação, nós não estaríamos com o risco de oferta de água na região de São Paulo.

… e estaríamos pagando mais alguns bilhões de reais, em nome da “prudência”.

Mas o mesmo governo que reduziu as tarifas agora segura vários preços da economia, como gasolina e energia, empurrando para 2015.
Deixa eu dizer uma coisa, preços administrados são preços administrados. Porque o conceito é este, você administra [o aumento] em função do interesse estratégico da economia, dos consumidores, não há necessidade e não deve ser repassado imediatamente para os consumidores. O modelo permite que você, por meio de financiamentos e outros procedimentos do Estado, garanta que o impacto se dilua no tempo e você mantenha o seu compromisso com a meta de inflação.

Você quem? Eu?

Mesmo que signifique um descontrole brutal nos preços.
Vocês estão na tese de sempre. No ano passado teria descontrole, neste ano teria descontrole e no futuro haverá. Não haverá descontrole. O país tem um compromisso com a estabilidade, que é inegociável.

O Sr. Mercadante ou é míope, ou tem algum déficit muito grande de entendimento básico das coisas. Lembram do que eu falei sobre o Sarney? Se a empresa de energia teve mais custos pra produzir energia e o preço não sobe, a empresa de energia precisa tomar medidas pra não quebrar, ou alguém paga por este prejuízo, e não é o governo.

Agora vem a melhor parte.

O Brasil está com um índice de atraso pior do que na Copa da África do Sul, que foi considerada uma das mais complicados. O que deu errado?
Vamos ver quando terminar a Copa, mais uma vez vocês vão ter de dizer que não aconteceu o que disseram que ia acontecer. Temos de discutir com mais responsabilidade. Por exemplo, investimentos em estádios vão ser da ordem de R$ 8 bilhões. Metade é de financiamento do governo federal, a outra parte são investimentos de Estados e municípios e também da iniciativa privada. O que nós gastamos em educação e saúde neste período de construção dos estádios são R$ 825 bilhões, não tem comparação. E a Copa é uma oportunidade que o Brasil está tendo de se mostrar. O mundo inteiro vai ver o Brasil. E não fizemos tudo isto [estádios, ampliação de aeroportos, obras de mobilidade] só para a Copa. Fizemos para o país. Ou seja, qual a grande mudança neste período, criamos uma economia de consumo de massa. São 42 bilhões de pessoas que emergiram para uma situação de classe média. O Brasil é uma experiência quase única em termos de velocidade de distribuição de renda. E mesmo na crise continuamos mantendo emprego e distribuindo renda. Para este governo o emprego é um objetivo estratégico. Não é um produto da política econômica. Quando vejo alguns candidatos debatendo economia, as ideias que estão sendo apresentadas são um museu de novidades.

Só eu me espantei com esse pedaço ou tem mais alguém?

O Brasil (União) gasta 1% do PIB com educação. Somados esforços de estados e municípios, a média chega a mais ou menos a 6%, que é mais ou menos o que tem nos relatórios do Banco Mundial. Tem também essa tabela super legal de gasto do PIB para a saúde. Vamos arredondar tudo pra uns 15%, pro cálculo ficar mais fácil. O Sr. Mercadante quis dizer que em 4 anos o governo gastou R$825 bi em educação e saúde. Considerando a média do PIB brasileiro de 4 trilhões por ano (e uma arrecadação de mais ou menos 25% desse valor pelo governo), temos 1 trilhão por ano. 15% de 1 trilhão são 150 bilhões. A conta não fecha. Falta pelo menos 200 bilhões. De onde o Sr. Mercadante e o Governo Federal tiraram esse número? Não achei a fonte até hoje.

A propósito, ele só falou do investimento na estrutura do estádio. A Copa em si custou muito mais do que só a construção dos estádios. A CBF, por exemplo, teve recorde de faturamento em 2013, e não são apenas ganhos com patrocinador. Seria quase desonesto dizer que o governo investiu apenas 8 bilhões de reais com todo o empreendimento, assim como é desonesto dizer que gastou quase 1 trilhão com saúde e educação em 4 anos.

Aliás, nem o universo tem 42 bilhões de pessoas. Claro que vão dizer que foi um erro dimensional.

Tipo?
São as mesmas pessoas do passado, dizendo que vão fazer as mesmas coisas que fizeram e que nós sabemos aonde deu. Termina em recessão e desemprego. Termina o povo pagando o custo da crise. E nós não viemos para fazer isso e não faremos.

MAS NÓS PAGAMOS, jênio. Já esqueceram dos R$12 bilhões da energia?

Mesmo com um pouco de inflação a mais, vocês não acham…
Ah, sim, podemos reduzir o centro da meta da inflação para 3% [proposta do candidato do PSB, Eduardo Campos], o que significaria passar o desemprego de 4,7% para 8,3%, dobrar o desemprego.

Vocês fizeram um estudo para chegar a este dado?
É simples, é um modelo matemático do Banco Central, você vai lá e vê para onde vai a taxa de juros e vê o que vai acontecer com o desemprego.

Foi o Banco Central que calculou?
Não, foi nossa assessoria, é só pegar o modelo matemático e aplicar. Vamos ao que interessa da discussão. Primeira tese relevante do debate. Vamos acabar com o subsídio ao crédito público no Brasil. Essa é a tese do PSDB, reduzir o financiamento público e acabar com seu subsídio. O que é o subsídio ao crédito público, é ofertar um crédito, com taxas de juros com padrões internacionais de competitividade. Quais são os programas mais importantes, as principais linhas do BNDES para máquinas e equipamentos, ônibus, caminhões, micro e pequena empresas, a equalização da taxa de juros, é o que permite você manter o crescimento e o emprego que temos.

Eu quero minha mãe.

Alguém sabe onde está esse modelo matemático que associa inflação com desemprego?

O governo gosta de fazer a comparação com Estados Unidos e Europa, só que nestas duas regiões tudo já está pronto. Lá podem crescer um pouco menos porque está tudo pronto. Aqui, temos de crescer muito mais para chegarmos perto deles.
Eu sei que nós precisamos crescer muito mais. Todo mundo acha que precisa crescer muito mais. Mas o que eles estão propondo é crescer muito menos.

Como o sr. pode garantir isso?
Ao retirar os subsídios dos crédito, vamos encarecê-lo, diminuir o investimento e comprometer o crescimento do emprego. Ao retirar o subsídio do plano safra, vamos reduzir o crédito à agricultura, que faz com que o Brasil tenha hoje a terceira maior safra do planeta. Ao retirar o crédito público, vamos acabar com Minha Casa, Minha Vida.

Mas a oposição não está falando em acabar com o Minha Casa, Minha Vida.
Ao tirar o subsídio do crédito imobiliário nós acabaremos com o Minha Casa, Minha Vida.

E seria uma ótima ideia, ainda mais considerando que esse subsídio do governo, mais a farra de financiamos da Caixa Econômica, provocou aumentos de até 100% no valor do imóvel em algumas cidades.

O governo está administrando uma inflação maior…
Vamos botar isso a limpo. Vou pegar o dado. A inflação no governo FHC era 9,2% ao ano; no governo Lula e Dilma, de 5,9%. A média do governo Lula é praticamente a mesma do governo Dilma. Nossa inflação acumulada deu 5,9% e a do Lula, 5,8%.

Mas o país cresceu mais com Lula, ministro.
Sim, mas teve um quadro de estagnação [mundial] que começa em 2009, no final do governo. A maior crise econômica mundial depois de 1929, e atravessamos mantendo emprego e renda.

O sr. foi contra o plano Real, que garantiu estabilidade.
Eu critiquei a âncora cambial do Plano Real, disse que era um equívoco e a história acho que me deu razão.

Olha essa parte:

Naquela época não tinha nem âncora, ministro.
Lógico que tinha. Estava nos objetivos do plano. Bom, não vou discutir isso. Não muda a pauta da discussão. Nós reconhecemos que a URV foi criativa. Foi muito importante estabilizar a economia. Mas foi uma estabilidade fundada na apreciação do câmbio e levou o Brasil a um ataque especulativo, uma forte desvalorização do câmbio que trouxe o risco de inflação de volta a partir de 1998, essa era a crítica que nós fizemos. O compromisso com a estabilidade está mantido, a diferença é que, para o povo, PIB é emprego e renda. Nós éramos um dos países mais desiguais do planeta, com os piores índices de concentração. É isso o que está mudando. Os pobres não estão pagando mais o custo da crise como era no passado. E o que está sendo proposto neste país, a pretexto de reduzir a inflação, é voltar com desemprego, com arrocho salarial, retirar os programas sociais, retirar o subsidio ao crédito público, que fez o país manter esse crescimento e o nível de emprego.

O nível de crescimento dos preços dos imóveis, do prazo dos financiamentos, do funcionalismo público…

Ministro, desculpe, mas vamos comparar com o governo Lula? Com Lula, crescia-se mais, a inflação era menor e tinha popularidade. O que está acontecendo, então, pois a Dilma está em baixa nas pesquisas?
Primeiro, as avaliações da Dilma para esse período das eleições são muito próximas ou um pouco melhores do que era a do Lula em 2005, 2006. O Lula se recupera na eleição quando nós tivemos tempo de televisão para falar.

Mas teve mensalão, caiu por isso…
É uma tentativa de explicação. Mas objetivamente foi isso que aconteceu. Na hora em que nós formos para a televisão, como ela foi rapidamente agora no Primeiro de Maio, mostrando esse debate de fundo, tendo tempo para mostrar que 7 milhões de pessoas fizeram o Pronatec e não tem uma linha nos veículos de comunicação para mostrar esse marco.

Pronatec – Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego. Alguém já ouviu falar disso? Natural ter uma relevância dessa tendo 1200 pessoas inscritas em Curitiba, por exemplo. Acho que meu colégio do ensino médio tinha mais gente. O cursinho que fiz em 2002 com certeza tinha.

As curvas de pesquisas mostram que a presidente cai quando a inflação sobe.
Não acho que seja tão mecânico assim. Acho que tem vários outros componentes numa eleição, as coisas não são tão simples. Tenho absoluta segurança: nós cresceremos na hora que tivermos tempo de falar e de mostrar o que fizemos. A gente sempre cresce no final.

Por que, no governo Lula, a população tinha uma visão de que o governo era mais preocupado com inflação do que hoje?
Talvez porque não liam jornais.

Ou talvez porque o Lula era inteligente o suficiente pra saber que não se faz peraltices com a economia, ao contrário da Dilma que se recusa a alterar a equipe econômica, que já provou ser muito incompetente.

Eduardo Campos sugeriu meta de inflação de 3%. Vocês concordam com redução?
Acho que 4,5% é uma meta muito importante a ser perseguida pelo Banco Central. Nós fomos o país que teve a mais longa hiperinflação da história, portanto o processo de estabilização é um processo em que a gente deve ter cuidado e muito rigor com isso. E o governo tem. O Banco Central aumentou os juros em ano eleitoral pela segunda vez. No governo Lula foi assim também.

Tem, é? Que coragem, não? E aquela cagada de abaixar o juro pra 7,5% ao ano, teve cuidado e rigor?

Em compensação, a gasolina não subiu.
Os preços administrados são administrados em função do esforço de fazer uma política anticíclica. Por isso que energia é [preço] administrado. É sempre administrado e sempre foi.

Essa administração fez as ações a Petrobras caírem a R$13. Nem quando o Evo Moralez tomou a usina na Bolívia o preço da ação tinha caído tanto.

Pelo menos alguém do governo admite controle de preços.
Não, você é que está falando. Eu não usei a palavra controle de preços.

“Controle de preços” são 3 palavras. E pega mal usar, né? Sarney, Venezuela…

O sr. está dizendo que o preço administrado é um instrumento do governo para realizar política anticíclica.
É evidente. Na medida em que nós estamos pegando energia, as termoelétricas este ano, e podemos diluir o reajuste, nós estamos fazendo um bem para a sociedade. Ao contrário do que vocês acham. Porque se eu fizer um reajuste muito alto, o que vai fazer é aumentar o custo da produção e a consequência é perda de competitividade. Se eu perco a competitividade, eu vendo menos, produzo menos e emprego menos.

Mas isso em algum momento explode.
Essa é a tese que querem trazer de volta ao país. O que nós achamos é que esse não é o melhor caminho. Não é dar um choque de preços na economia, aumentar o custo de vida da população e aumentar o desemprego.

O custo está aumentando assim mesmo.

O que o sr. acha que vai ser o Brasil de 2015?
Engraçado. Se você me perguntasse no final de 2013 o que seria o Brasil de 2014 eu diria que seria muita coisa do que estamos vivendo. Mas vocês não acreditavam nisso. Vocês acreditavam na tempestade perfeita. Vocês acreditavam que iria ter uma crise gravíssima, como de novo vocês estão projetando dificuldades que acho que não são reais. Agora, essa campanha pró-inflação gera uma expectativa inflacionária.

Existe uma campanha pró-inflação no país?
Claro. Tivemos em vários momentos.

Campanha pró-inflação? Oi?

Quem promove?
Quem tem interesse em aumentar a taxa de juros.

Verdade. Tô louco pra comprar Tesouro Nacional ultimamente.

Para o governo, o inferno são sempre os outros. É o mercado, a imprensa…
Não, não. O problema da inflação é o mercado? Não. O que eu disse é que há uma entressafra, uma pressão inflacionária sazonal que diz respeito à oferta de alimentos. Mas o compromisso com a estabilidade permanece, absolutamente essencial e inegociável.

O próprio Lula, em entrevista, reconheceu que a presidente precisa consertar a economia…
Sempre temos que mostrar como vai melhorar a economia.

O que está errado na economia?
Nós sempre temos que melhorar. Uma das coisas que precisa melhorar é a qualidade do debate econômico do país. Esse é meu esforço hoje. Estou tentando mostrar que não houve tempestade perfeita, não houve e não haverá descontrole da inflação. Não houve aumento do desemprego, recessão e não haverá. Não há apagão nem risco de apagão. Não tem nenhuma semelhança com o que aconteceu em 2001 e as obras da Copa estão todas sendo entregues, nós faremos a Copa das Copas.

Isso me lembra o final sensacional deste vídeo:

Por que a população prefere o Lula a Dilma?
Eu acho que a tese da Folha tem um aspecto interessante. Por que vocês não fizeram a pesquisa com Marina e Eduardo ou Aécio-Serra?

Nenhum é ex-presidente.
Isso não é argumento.

Fizemos Marina e Eduardo…
Não. Agora, o Lula não é candidato. É a Dilma.

Não só a população [quer Lula de volta], os próprios petistas.
A verdadeira disputa no país não é entre Dilma e Lula. Isso é um projeto só. A verdadeira disputa é se continua Lula e Dilma ou volta FHC.

FHC? Não é Aécio o candidato…
O discurso é o mesmo de antes. E as consequências não serão parecidas porque vamos vencer as eleições.

Isto eu quero ver.

E se vocês forem surpreendidos com o PSB no segundo turno, por exemplo…
Primeiro você pressupõe que haverá segundo turno.

Não, isso foi o senhor.
Não disse isso.

Disse.
Não! Leia, está gravado. Disse que em todas as últimas eleições houve segundo turno, e ainda dá no primeiro em todos os cenários.

Já não são em todos os cenários…
Na nossa avaliação, continuamos ganhando. De qualquer forma, como todas as eleições anteriores, nós só vamos vencer quando tivermos tempo de televisão. Aí o povo vai ver o que sente. E isso vai fazer toda a diferença.

Por que o empresariado é hoje mais contra a presidente do que a favor?
Foi assim com Lula sempre, e é assim com a Dilma. Porque a eleição começou.

Não é por isso. É que ela não fez quase nada pela gente, a não ser cobrar INSS de cabeleireiros, pintores, empregados domésticos, jardineiros, animadores de festas e similares, naquele negócio chamado MEI. Essas pessoas não geram mais empregos e o ganho de regularizar a atividade é perto de zero. Parabéns.

E obrigado pra quem leu até o fim.

Olá, brasilóides…

Essa é muito boa:

Diários avulsos escondem atos da Assembleia

Bando de deputados filhos da puta, fazem o que querem, contratam, demitem, desviam dinheiro, fazem o diabo na câmara, e pra esconder tudo, falcatruam os diários oficiais.

Esses diários são públicos! Qualquer um tem o direito de lê-los caso queira, mas o bando de deputados filhos da puta não está nem aí pros cidadãos e seus direitos, então coagem seus funcionários a esconder tudo, pra esconder a própria roubalheira.

E depois da reportagem mostrar os diários, investigar, provar por A + B que o bando de deputados filhos da puta tá cometendo uma fraude escandalosa, a assembléia ainda tem coragem de dizer “Não existem tais diários.”

Por que vocês não vão tomar no meio do cu de vocês, ladrões de merda?

E que ninguém se engane: ninguém vai pra cadeia por isso, ninguém vai preso, não vai acontecer absolutamente NADA, pois aqui é o Brasil, o país onde a massa de políticos ladrões pode fazer o que quiser e ficar impune.

Eu juro pra vocês, se eu conhecesse algum desses filhos da puta, se morasse perto, se soubesse em qual puteiro eles vão trair suas esposas (ou visitar suas filhas) eu cuspiria na cara deles.

Eu realmente gostaria é de enfiar um balaço neles, mas eu não sou o bandido da história, eles é que são.

Mas nãããããão, o Brasil é um país bom pra caralho…

Diários avulsos escondem atos da Assembleia

Apagão

Publicado: 13/11/2009 por Chefe em Política, Principal
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E a merda não pára. Eu seria extremamente feliz se ganhasse dinheiro por cada merda sobre a qual eu escrevo. Eu largaria tudo e viveria de escrever sobre as merdas do Brasil.

Prato do dia: apagão.

Governo encerra apagão sem esclarecer causa

Além de mostrar que o abastecimento de energia para o país inteiro é uma bela merda, esse incidente mostra bem como os políticos estão acostumados à cagar na cabeça do povo, e tirar o seu cu da reta.

Olhem o que a candidata a presidente Dilma Roussef (sim, aquela que falcatruou o seu currículo Lattes, aliás, não entendi o porquê disso, ela quer ser presidente do Brasil, não precisa nem de graduação pra isso) falou sobre o apagão:

[Houve] situação muito forte baseada em vendaval, chuva e raios e isso teria desligado o sistema ao se proteger. A avaliação da causa é essa. Agora, se houve mais outros elementos, quem é responsável para fazer isso? É a Aneel

Trocando em miúdos: deu apagão em 18 estados, e a mesma incompetência que gerou o apagão impede que descubram as razões técnicas para o incidente. Quando questionados, falam que foi o mau tempo, e que o assunto está encerrado.

Mau tempo. Tem país por aí que tem terremoto, maremoto, furacão, e não apaga o país inteiro por causa disso.

O Brasil não tem nada disso (por isso até tem um grande número de imbecis que fala que “deus é brasileiro”), e quando dá uma chuvinha qualquer (se é que aconteceu mesmo), 18 estados ficam sem luz.

Vou ilustrar como me sinto com uma figura:

circobrasilgrande

Aqui você é o palhaço!

Por que alguém não apaga essa gente?

Mas nããão, o Brasil é um país bom pra caralho.

Faz tempo que postei pela última vez, esta semana está agitada, mas vamos lá:

Helicóptero é alvejado e 12 morrem em dia de violência no Rio

Quando eu penso nos países da África, que vivem em guerra, ou em zonas de conflito crônico, como a Faixa de Gaza, costumo dizer que, em relação à esses lugares, o Brasil não é tão ruim assim.

Depois deste episódio, acho que minha opinião começa a mudar.

Quem fala idiotices imensuráveis do tipo “deus é brasileiro, aqui não tem guerra” é muito burro pra enxergar. Temos uma zona de conflito crônico entre polícia e crime organizado bem aqui, chamada “cidade maravilhosa“.

O fato do crime organizado ser uma força tão poderosa já é o suficiente para demonstrar total incompetência e incapacidade do estado brasileiro em fornecer uma vida digna aos seus cidadãos. Se a criminalidade é muito alta, não é porque falta polícia, é porque a educação destes indivíduos é completamente falha (senão inexistente), e eles tornam-se criminosos.

Polícia é meramente o remédio para a doença. A prevenção da doença é educação.

Não é difícil perceber porque o crime tem tanta força. Que emprego um favelado sem estudo algum poderia arranjar? Será que ganharia o suficiente para pôr comida no próprio prato? Por outro lado, quanto ganharia se trabalhasse no crime organizado?

Neste país vale mais a pena ser criminoso do que ser honesto e trabalhador. E os nossos políticos estão aí para provar isso.